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11/03/2017

Pro memoria (336) - Os inimigos da liberdade


«A conclusão é óbvia e inquietante: o Dr. Álvaro Cunhal foi melhor tratado pela Universidade de Lisboa, em pleno Estado Novo, do que, em democracia, o Dr. Jaime Nogueira Pinto, pela Universidade Nova. Talvez não tenha sido por acaso que a Associação 25 de Abril interveio, em defesa da liberdade de pensamento e expressão, tão ameaçada por grupos de extrema-esquerda que não escondem a sua mentalidade e práticas totalitárias.»

P. Gonçalo Portocarrero de Almada no Observador

O inquietante não é haver 24 esquerdistas infantis dispostos a exigir a censura das ideias que detestam - é possível encontrar muitas outras duas dúzias de patetas a exigir qualquer outra coisa. O inquietante é haver órgãos académicos que se acobardam prestando-se a ceder a essas exigências.

E, por falar no falecido Álvaro Cunhal, é bom não esquecer que, se fosse vivo, certamente apoiaria com gosto esta e outras censuras de vozes «reaccionárias».

Aditamento:
Acabei de lei no Expresso o texto que serviria de base à conferência de Jaime Nogueira Pinto. Pode-se concordar ou discordar, mas tem de valorizar-se como uma peça inteligente e informada, inspirada num pensamento lúcido e independente a anos-luz do alcance de cérebros de adolescentes retardados atafulhados de preconceitos e ideias mal feitas.

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