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02/07/2016

CASE STUDY: É preciso ser muito saudável para resistir a tanta doença (8.º capítulo). O burnout dos médicos

Há uma dúzia de anos publiquei sete posts sobre o estado de saúde da nação e no último ponto de situação a multidão de sofredores era composta por:
  • 4 milhões hipertensos, 
  • 38% com reumatismo ou artrite, 
  • 15 a 20.000 com parkinsonismo, 
  • 130 mil homens com cancro na próstata, 
  • 200.000 fibromiálgicos, 
  • 1.200.000 com fadiga crónica (estimativa do Impertinências), 
  • 4.000 electricistas com doenças profissionais, 
  • 30.000 portugueses que sofrem dos intestinos, 
  • 14 milhões de dias de baixa por ano devido a problemas respiratórios, 
  • 15 a 20% da população com prurido, vermelhidão e lacrimejo na primavera, 
  • 4.000 (1 em cada 2.500 pessoas) que sofrem duma das mais de 40 doenças neuromusculares 
  • 1.500 crianças com doenças reumáticas de causa desconhecida, 
  • 44.000 dias de falta por doença (15 dias por ano e alma) dos funcionários da Judite, 
  • 1 em cada 4.000 recém nascidos que sofre de fibrose quística, 
  • mais de um mi1hão de mulheres (1 em cada 5) e cerca de 300.000 homens (1 em cada 15) que sofrem de varizes, 
  • 5% das mulheres que sofrem da síndrome dos ovários poliquísticos, 
  • meio milhão de portuguesas e portugueses que sofrem de apneia do sono, 
  • 1 em 200 que sofrem de epilepsia,
  • 500.000 diabéticos. 
À primeira vista era assustador. Se não fosse a acumulação de doenças nalguns portugueses haveria doenças para todos. Felizmente para o bem da minoria dos saudáveis, muitos portugueses acumulam várias doenças.

Evidentemente que com a doença tão espalhada não espanta que os nossos médicos estejam sob grande pressão, apesar do seu número pletórico (426,1 por cem mil habitantes) ser o 5.º mais alto da Europa - ainda assim está abaixo da nossa posição no parque automóvel e na rede rodoviária -, mas não tão alto quanto o da Grécia que é o maior (628).

Não tendo mãos a medir com tanta doença, segundo um estudo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, 40,5% dos médicos está em estado de burnout (exaustão emocional) principalmente entre os 26 e os 35 anos (as idades em que as meninges ainda estão tenrinhas). Teremos pois de adicionar à lista com o burnout dos médicos.