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15/07/2016

DIÁRIO DE BORDO: Questões que o atentado de Nice torna (ainda mais) inadiáveis

«Não, o problema é este: a Europa alberga hoje grandes comunidades imigrantes em crescimento descontrolado, e onde demasiada gente rejeita os valores ocidentais. Alguns sentem-se inspirados ou foram mesmo organizados para atacar a sociedade que os acolheu. Não são todos, são até poucos, mas estão a conseguir importar para a Europa o sectarismo e o terrorismo que há décadas se tornaram endémicos no Médio Oriente e no norte de África. Não é sensato continuar a invocar o “racismo” e a “islamofobia” para impedir um debate sobre o jihadismo. Porque o racismo e a islamofobia hão de alastrar quanto mais os regimes europeus se mostrarem incapazes de enfrentar a insegurança da jihad. E também não será sensato continuar a fingir que nos podemos esquecer do Médio Oriente e deixar os árabes entregues à sua sorte: o Iraque provou que uma invasão para derrubar um tirano não é, só por si, uma solução; mas a Síria provou que não fazer nada, e deixar uma guerra civil continuar o seu curso, também não. Não há soluções fáceis: mas não querer ver o problema não é uma solução.

Haverá um momento em que já não chegarão os lugares comuns, a começar pelo mais cansado de todos: o apelo para não fazermos o “jogo dos terroristas”. Haverá um momento em que as vigílias e demais cerimónias do “Je suis” consolarão cada vez menos gente. Haverá um momento em que já quase ninguém terá paciência para mais um exercício de auto-flagelação a propósito da guerra do Iraque de 2003 ou do acolhimento dos imigrantes. Nesse momento, a vida nas sociedades ocidentais, tal como nos habituámos a ela, estará comprometida

«Esta Europa pode acabar em Nice», Rui Ramos no Observador

1 comentário:

Antonio Cristovao disse...

Rejeitar os guetos que muitos na UE praticaram (permitindo credos na rua, policia própria) para "promover" a liberdade, deu alfobres de revoltados. Adiar a proibição das crianças antes dos 14 anos serem introduzidas nos credos, persiste até quando ? Pagamos anos mais tarde os erros que cometemos hoje.