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25/07/2016

CASE STUDY: Câmara de Lisboa – a obra feita pelo sucessor de Costa

A semana passada, Rui Paulo Figueiredo, um deputado pelo PS, escreveu no Negócios um artigo vibrantemente apologético sobre a gestão da câmara de Lisboa, concluindo que «Lisboa respira saúde financeira. A Câmara Municipal paga praticamente a pronto aos seus fornecedores, faz obra, dinamiza a economia e tem respostas sociais. (…) É o que tem sido feito por Fernando Medina.»

Analisemos então o milagre comparando-o com a câmara do Porto e começando por recordar que em 2012 o governo pagou 286 milhões pela compra há mais de 70 anos dos terrenos do aeroporto, 20 anos antes de Costa ter nascido, e pela «compra» dos terrenos da Expo, uns 20 anos antes de Costa ter aterrado na câmara.


Vejam-se os meios financeiros de que Lisboa dispõe comparada com o Porto (mais do dobro da receita de impostos municipais por habitante), o que, apesar da referida dádiva do governo, não impede um endividamento por habitante 7 vezes superior. Compare-se a eficiência medida pelo número de trabalhadores por mil habitantes e sobretudo pelas despesas com pessoal por habitante que em Lisboa são 60% superiores às do Porto.

O que estes indicadores mostram não é a excelência da gestão da câmara de Lisboa, é o paradigma da gestão socialista. E o que mostra o artigo do deputado é uma peça de agitprop para sujeitos passivos e mal informados.

NOTA: Os valores totais das receitas municipais indicados no quadro tinham um erro já corrigido. Esse erro não afecta as conclusões que, evidentemente, se basearam nos valores por habitante que estavam correctos.