Analisemos então o milagre comparando-o com a câmara do Porto e começando por recordar que em 2012 o governo pagou 286 milhões pela compra há mais de 70 anos dos terrenos do aeroporto, 20 anos antes de Costa ter nascido, e pela «compra» dos terrenos da Expo, uns 20 anos antes de Costa ter aterrado na câmara.
Vejam-se os meios financeiros de que Lisboa dispõe comparada com o Porto (mais do dobro da receita de impostos municipais por habitante), o que, apesar da referida dádiva do governo, não impede um endividamento por habitante 7 vezes superior. Compare-se a eficiência medida pelo número de trabalhadores por mil habitantes e sobretudo pelas despesas com pessoal por habitante que em Lisboa são 60% superiores às do Porto.
O que estes indicadores mostram não é a excelência da gestão da câmara de Lisboa, é o paradigma da gestão socialista. E o que mostra o artigo do deputado é uma peça de agitprop para sujeitos passivos e mal informados.
NOTA: Os valores totais das receitas municipais indicados no quadro tinham um erro já corrigido. Esse erro não afecta as conclusões que, evidentemente, se basearam nos valores por habitante que estavam correctos.
