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11/03/2015

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (XII) – tudo como dantes, mas com menos dinheiro

Outros purgatórios a caminho dos infernos.

Enquanto o dinheiro se vai esgotando, o governo Syriza-Anel, depois de assaltar as reservas de caixa dos fundos de pensões e de entidades do sector público, foi agora a correr ao fundo de recapitalização da banca retirando-lhe 555 milhões de euros antecipando-se à recuperação pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) de 11 mil milhões de euros que só poderão vir a ser usados para recapitalizar os bancos e por autorização expressa do BCE e do FEEF.

Enquanto isso, Panos Kammenos, ministro grego da Defesa e líder do Anel, o partido de extrema-direita coligado o Syriza, ameaçou: «se a Europa nos deixa nesta crise, nós vamos inundá-la de imigrantes, e vai ser ainda pior para Berlim se nessa onda de milhões de imigrantes económicos estiverem também alguns jihadistas do Estado Islâmico».

Se Kammenos com a sua minúscula moca fala grosso, fazendo o contrário do que aconselhou Roosevelt («speak softly and carry a big stick»), o seu colega Varoufakis ao enviar mais esta proposta ao Eurogrupo ignorou outro sábio conselho («if you have nothing to say then keep your mouth shut»).

Proposta que nas suas longas 11 páginas contém inúmeras vacuidades e pelo menos uma reforma que se não fosse apresentada por um governo «amigo» faria relinchar de indignação toda a esquerdalhada - imagine-se um exército de estudantes, donas de casa e turistas pagos à hora, munidos de gravadores e câmaras vídeo, recrutados para caçarem os infractores fiscais.

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