Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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22/03/2015

ACREDITE SE QUISER: Semper idem

«O Senhor Marechal Sir W. Beresford e eu temos repetidamente solicitado aos governantes do país para adoptar medidas de forma a fornecerem as tropas com algum regularidade e para manterem a organização enquanto o exército estivesse acantonado em Rio Maior; estes nossos pedidos não foram atendidos e na altura do avanço do exército as tropas portuguesas não tinha quaisquer provisões nem meios para estas serem fornecidas. Estas tropas estavam para avançar nos terrenos devastados pelo inimigo e é bem verdade que a brigada do General Pack bem como a do Coronel Ashworth não comeram durante quatro dias embora estivessem a marchar constantemente ou a lutarem com o inimigo.

Fui forçado a dar ordens ao Chefe do Serviço de Intendência britânico para fornecer as tropas portuguesas ou então deixá-las morrer de fome e a consequência é que as provisões destinadas às tropas britânicas acabaram e nós teremos de parar até recebermos mais…»

Excerto de uma carta de Arthur Wellesley, 1.º Duque de Wellington escrita no Palácio da Viscondessa do Espinhal na Lousã, hoje hotel Mélia, por volta do dia 17 de Março de 1811, talvez depois de comer o jantar preparado para o general Massena que fugiu precipitadamente.

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