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15/07/2012

ARTIGO DEFUNTO: Expresso em formato "broadshit" (2)

«Os “casos” de Miguel Relvas … não … fazem parte de nenhuma conspiração» garante o editorial do Expresso. Esforço-me por acreditar, apesar de uma crescente falta de fé. Em todo o caso, o Acção Socialista de ontem dedica ao caso do diploma facilitado a Relvas pela Lusófona as seguintes peças:
  • Página 3: 90%; «Passos não remodela Relvas sob pressão»; «Os vendedores de passados»
  • Páginas 4 e 5: 100%; «Reitor avaliou Relvas à parte do resto da turma»; «O Expresso, a Lusófona e Miguel Relvas» (Nota de Direcção com Rectificação a branquear as argoladas da semana passada)
  • Página 6: 20%; «Duas cadeiras em falta»
  • Página 7: 100%; «Sábados tranquilos» (coluna de Miguel Sousa Tavares)
  • Página 16: Piadas sobre relvas na «Gente»
  • Página 32: 10%; «Fazer de vítima» (editorial)
  • Página 33: «Refém de Relvas» (1/4 do panfleto de Daniel Oliveira)
Contrastando com esta pletora informativa e sobretudo opinativa sobre este caso, não se encontra uma única linha dedicada ao julgamento do caso Freeport que decorre no Barreiro, onde todos os dias se fala num Pinóquio, em ministros e, frequentemente, in nomine no próprio de cujus ausente em Paris.

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