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19/10/2010

ESTADO DE SÍTIO: Erros e coelhos que saltam do OE

Ainda a tinta da proposta de OE não secou e já começamos a ver erros de palmatória e coelhos a sair da toca. O erro não foi coisa pouca - a omissão das transferências para as empresas públicas. O primeiro coelho, a la lettre, foi o coelho da Ascendi, do grupo Mota-Engil, na companhia de outros coelhitos e de grandes coelhos – os bancos do regime BES e CGD que financiaram a Concessão Norte e a SCUT Interior Norte; todos por junto vão receber 587 milhões a título de atrasos, erros de projecto, sobreposições de traçados (?), etc.

Outro coelho também do tipo PPP envolve o grupo Barraqueiro e o Metro Sul Tejo e certamente muitos milhões, por agora ainda não contados, a título de compensação por receitas inferiores às previsões – o costume. No meio de coelhos desta dimensão, quase passam despercebidos os 23 milhões orçamentados para seminários, publicidade e exposições, resultantes de um aumento de 6 milhões que inclui a presidência do conselho de ministro com um aumento de 500% - certamente para pagar os spin doctors, as agências de comunicação e uma parte da parafernália de fabricação de manipulados; só uma parte porque os gabinetes dos ministro estão povoados de pessoal a tempo inteiro a trabalhar para a central de manipulação.

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