Não tem sentido discutir racionalmente razões religiosas ou fundadas em quaisquer outros princípios morais para recusar uma vacina. Pelo contrário a recusa baseada em razões médicas e científicas tem de ser fundamentada em factos e numa análise racional desses factos, do mesmo modo que a defesa da administração de uma vacina.
Passemos em revista alguns factos conhecidos recentes em relação às vacinas Covid-19 em três países europeus:
- Em França onde 60% das pessoas já estavam vacinadas, 96% das pessoas infectadas não estavam vacinadas, ou seja aquelas 60% representavam apenas 4% das infectadas;
- Em Itália, onde estão completamente vacinadas 60% das pessoas, quase 99% das mortes são de pessoas não totalmente vacinadas, ou seja esses 60% totalmente vacinadas representam apenas 1% das mortes;
- Em Inglaterra, com quase 60% das pessoas totalmente vacinadas, o número de admissões nos hospitais tem vindo a diminuir drasticamente à medida que a vacinação foi avançando, não obstante o número de novos casos ter vindo a aumentar, como se podem ver no gráfico seguinte.
