O que fazer? Algumas coisas certamente, umas mais úteis outras menos úteis. É claro que também há as inúteis, como fazer "vigílias". No passado morreram muitos ciclistas, a maior parte deles gente pobre que pedalava para ir trabalhar. Actualmente os pobres andam de transporte público ou de carro e quem usa bicicleta são os urbanitas.
As mortes são todas iguais mas há umas mais iguais do que outras. Por isso a morte de uma jovem ciclista grávida tem mais impacto mediático do que dez mortes de uns obscuros pedreiros. Isso, em conjunto com a obsessiva aversão ao risco dos urbanitas, transformou este acidente num acontecimento de grande impacto mediático durante o curto período que as redes sociais lhe conseguem dedicar.
