Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

12/02/2017

DIÁRIO DE BORDO: Estará o PS a caminho de uma maioria absoluta?

A última sondagem publicada na sexta-feira pelo Expresso mostra as intenções de voto no PS a subirem 0,5% para 37,8% e as do PSD a descerem 0,8%. Todos os outros partidos apresentam apenas pequenas variações, embora em termos relativos o aumento de 0,5% do PCP tenha uma certa expressão.

Quando comparado com as eleições de 2015, o PS subiu 5,5% e a coligação PSD-CDS que tinha obtido 38,6% tem agora 36,2%, ou seja perdeu 2,4%. O PCP aguenta-se com os mesmos 8,3% e o BE cai 1%.

Ao fim de 14 meses de governo a contar estórias para fazer o povo feliz, a agitar o papão da austeridade, com o PS levado ao colo pelo presidente dos Afectos, com o apoio activo da geringonça (decrescente, é certo), desfrutando de uma paz social, com os comunistas a segurarem a trela dos sindicatos, e a melhor boa imprensa que algum dia se viu neste país depois da queda do salazarismo, distribuindo benesses financiadas com o dinheiro dos credores e dos impostos pela sua clientela eleitoral de funcionários públicos (650 mil) e pensionistas (3,6 milhões), no total 44% dos eleitores inscritos, o que poderemos concluir destas sondagens?

Que, mais ponto percentual menos ponto percentual, o PS está perto do seu potencial máximo de votos nas presentes circunstâncias. Daí que a sua base eleitoral provavelmente se irá erodindo à medida que o dinheiro for faltando, as contradições na geringonça subirem de tom, aumentarem a parada as apostas de comunistas e bloquistas, os primeiros porque estão a conseguir segurar o seu eleitorado e os segundos porque estão a perdê-lo.

O tempo corre contra Costa é, a meu ver, o cenário mais provável, Cenário ceteris paribus que é uma coisa que no mundo real não existe e, neste caso, tudo o resto só pode piorar porque as variáveis externas jogam quase todas contra as condições de continuidade da geringonça.

2 comentários:

Unknown disse...

"..o que se pode concluir destas sondagens?"
Pode concluir-se que , além de biblicamentamente estúpidos, como diz(escreve) o outro,somos intrinsecamente ignorantes.

Luis Franco disse...

As sondagens relativas as ultimas eleições também davam o PS a ganhar por muito, e foi o que se viu, tiveram de baixar as calcinhas ao PCP e ao BE para não acabarem como o PSOE e a generalidade dos partidos socialista da Europa!