No meio de abundantes disparates e demagogias, só desculpáveis porque Catarina Martins não faz a menor ideia do que estava a falar no jantar-comício, a líder do Bloco de Esquerda, agora viúva de João Semedo, disse que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco» e «cada vez lembra mais o BPN».
Até poderia concordar não fora ter-me lembrado que a nacionalização do BPN que era para não custar nada e o nada vai já em 7 mil milhões foi apoiada pelo Bloco de Esquerda pela boca de Francisco Louçã. Ora se, segundo Catarina Martins, a resolução do BES vai custar 4 mil milhões (*), imaginará ela quanto custaria aos contribuintes a nacionalização de um banco como o BES de uma dimensão dezenas de vezes superior à do BPN?
(*) Ainda que venha a custar os 4 mil milhões (provavelmente custará menos), custará aos accionistas dos bancos privados e só indirectamente aos contribuintes pela quota-parte da Caixa, ao contrário da nacionalização cujo custo seria suportado integralmente pelos contribuintes, como no caso do BPN.
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Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
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