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29/01/2012

Não chega não parecer sério. É preciso ser sério.

Ficou a saber-se pelo Correio da Manhã (aqui citado pelo Expresso) que José Lello, figura de proa do PS, deputado e ex-membro de vários governos, «gestor de empresas» com uma licenciatura em «Engenheiro» (biografia no site do Parlamento), não declarou ao Tribunal Constitucional uma conta de 685 mil euros, porque «não conhecia bem a lei e não sabia o que tinha de declarar».

Relevemos a ignorância de quem é deputado há quase 30 anos e louvemos apenas o raríssimo espírito de poupança de uma criatura que nos últimos 6 anos declarou ter exercido os seguintes cargos «não» políticos:
  • 2005-2009 Presidente do conselho fiscal do Boavista FC
  • Desde 2007 membro do CA da DST SGPS SA – uma holding com dezenas de pequeníssimas empresas com volume total de negócio de 190 milhões de euros em 2009, cavalgando negócios do regime (energias renováveis, redes de nova geração, etc.)
  • Desde 2006 membro da Advisory Council da Capgemini SA, a sucursal de uma consultora internacional de origem francesa, onde as competências de Lello presumivelmente o qualificam para o lóbi na administração pública.
Para quem queira saber conhecer melhor o currículo de Lello recomenda-se uma viagem pelos posts de Ana Gomes no Causa Nossa.

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