Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

29/12/2011

SERVIÇO PÚBLICO: O cinema independente não depende dos espectadores

Segundo os dados do ICA, as longas metragens estreadas em 2011, subsidiadas com os impostos dos sujeitos passivos que na sua maioria esmagadora não vêem filmes portugueses, foram vistos por um número ridículo de espectadores - ver quadro seguinte, ao qual acrescentei uma última coluna com os espectadores que esses filmes teriam tido durante todo o ano de 2011 se tivessem sido estreados em 1 de Janeiro e supondo, por piedade, que a média inicial de espectadores se teria mantido. Com este critério, o número médio anual de espectadores atingiria a prodigiosa cifra de 8.135. Se retirarmos o «Sangue do meu sangue», a média dos restantes desce para 4.355.

Utilizando o mesmo critério para estimar o número de espectadores durante um ano, o filme subsidiado mais visto teria um número de espectadores inferior a um terço do último do ranking geral (Cowboys e Aliens, estreado em 18-08, que ficou em 40.º).

Sem comentários: