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15/12/2011

Estado empreendedor (60) – baterias descarregadas

Não deveria surpreender ninguém, governos incapazes de fazer o Estado cumprir com eficácia e eficiência decentes as suas funções nucleares, como a soberania, a justiça e a segurança, mostrarem-se ainda mais incapazes a fazer opções decentes em matéria de investimento estratégico na economia.

E por isso também não deveria surpreender a Nissan ter suspendido o investimento fortemente incentivado de 159 milhões de euros na construção duma fábrica de baterias em Aveiro. E pelas mesmas razões, não deveria surpreender igualmente o flop das tretas sobre a rede de 1.300 postos de carregamento de baterias para os 179-veículos-179 vendidos até ao final de Novembro, à razão de 7-postos-7 por cada veículo.

Não deveria surpreender ninguém, salvo o Dr. Basílio Horta, a alma gémea do professor doutor Freitas do Amaral ainda carente das revelações já desfrutadas pelo arrependido professor. Segundo o Dr. Basílio, para suspensão do projecto da Nissan foi «foi determinante o abandono da política de mobilidade eléctrica».

O Dr. Basílio não explicou qual a influência do «abandono» considerando durante o 1.º semestre, em plena pujança dessa política, terem sido vendidos menos carros eléctricos do que no período do abandono entre Julho e Novembro. Também não explicou qual a influência dumas centenas a mais ou a menos de veículos vendidos num investimento numa unidade que produziria 50.000-baterias-50.000 por ano.

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