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27/12/2011

Estado empreendedor (61) – malefícios duma exposição prolongada

A propósito da privatização da TAP, escreveu Fernando Pinto numa mensagem ao pessoal:
«Tenho consciência de que existem dúvidas e receios, mas do que não tenho dúvidas é de que não podemos continuar a viver nas circunstâncias dos últimos anos, em que o Estado não pode continuar a ajudar como um accionista normal poderá.»
Rói-me uma dúvida angustiante: acreditará Pinto que «accionista normal» é uma espécie de unicórnio, um ser mitológico igual ao Estado português mas com dinheiro abundante para torrar na sustentação de pilotos e de empregados de restauração que se julgam primas-donas do ar e de mecânicos que se imaginam cientistas da NASA? Se for isto, fica provado que a estadia prolongada numa empresa pública causa danos irreparáveis na capacidade de discernimento de um gestor.

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