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04/01/2004

CONDIÇÃO MASCULINA: O urinol no combate à discriminação sexual.

Sempre considerei o urinol um acessório eminentemente masculino, incompreensivelmente ausente das nossas casas. Se no passado, nos tempos do macho dominante, o urinol poderia ser considerado supérfluo, por razões que não deveria ser necessário explicar, mas convém, porque todos sabemos como a leitura repentista dos blogues não estimula a parte nobre do nosso cérebro – the little grey things, como lhes chama M. Poirot.
Nesses tempos gloriosos, o homem salpicava o chão (os mais cuidadosos) ou molhava-o abundantemente (os grunhos) e deixava a tampa da sanita levantada (todos). Fazia tudo isso e a patroa não refilava. Limpava (da classe média baixa para baixo) ou mandava limpar (da classe média alta para cima).
Após o triunfo dos movimentos feministas que marcaram a decadência do macho dominante e a sua submissão à fêmea agora dominante, o homem passou a ser constantemente atacado na sua virilidade e, os mais submissos, obrigados a urinarem sentado. Não me vou estender neste tema, que já tratei devidamente numa Carta aberta à falecida doutora Amélia.
O que há de novo é que na luta pelos direitos do homem surge agora um novo instrumento: o urinol doméstico. É o que nos dá conta a sempre útil Única - apêndice nº 135 do semanário do saco de plástico. Lá aprendemos que as mulheres (as americanas, por agora) se opõem firmemente à instalação do másculo acessório, porque razões que não deveria ser necessário explicar, mas convém, como já se viu.
A razão é simples. As mulheres não querem perder a oportunidade de humilhar o macho outrora dominante – tal como o capitalismo é a exploração do homem pelo homem e o socialismo é o seu contrário, também o machismo é a dominação dum género pelo outro e o feminismo é o seu contrário.
Aqui fica, portanto, uma exortação: Homens de todo o mundo, uni-vos na luta pelo urinol doméstico. Um urinol em cada lar. Já!

Informação útil (cortesia do saco de plástico): podem ver-se vários modelos, alguns bastante apelativos, aqui. De todos, o meu preferido é o de TV Hill, não por acaso, em Kabul (um muito obrigado aos talibã).

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