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23/01/2004

DIÁRIO DE BORDO: Questões impertinentes sobre a imigração.

Escreveu o Público aqui que a nova lei da imigração em preparação prevê que «o conhecimento da língua portuguesa deve ser tido em conta, podendo, nos casos de contingentação do número de vistos, constituir factor preferencial». Como o Público reconhece, esta preferência poderá fazer atribuir grande parte do contingente anual (6.500 para começar) a nacionais dos PALOPs.
Parece um gesto bonito para compensar as vítimas passivas duma colonização incompetente? Lá isso parece.
Quem pagará o preço desta preferência?
Em primeiro lugar, as vítimas do colapso do socialismo real (ucranianos, moldavos, russos, et alia), por sinal com um nível de literacia claramente mais elevado do que a maioria das vítimas do nosso sistema educacional, salvo na língua portuguesa, que aprendem rapidamente, e ao fim de um ano falam melhor.
Em seguida, nós os tugas, vítimas, sucessivamente, do fascismo beato, do colonialismo activo, das revoluções de pacotilha, e last but not least vítimas de nós próprios.

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