Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

27/01/2004

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: «Falhamos na implementação» (felizmente, digo eu).

Secção Entradas de leão e saídas de sendeiro
Segundo o Diário Económico, o doutor Diogo Vasconcelos, gestor da UMIC (Unidade de Missão Inovação e Conhecimento) anunciou no Wireless Communications Simposium que iria ser instalada em Portugal «a maior rede wireless académica do mundo».
Do mundo? Sim, do mundo. O homem poderia contentar-se com ser o maior da rua dele, ou da península, ou do sul da Europa, ou, vá lá, a sul do paralelo 42º Norte. Mas não. Não faz a coisa por menos do que o mundo.
A coisa é preocupante? Sem dúvida, e ainda não sabem tudo.
O doutor Diogo anunciou que vai «contaminar toda a sociedade a partir do estudante». Contaminar? Estudante? Quem paga as propinas? Agora, sim, será o fim. O doutor Diogo fará o que nem a pesada herança do fascismo, nem a revolução dos cravos chegaram a fazer, nem ainda os subsídios comunitários, nem o engenheiro Guterres, nem a Casa Pia.
A única coisa que nos resta é a esperança. «Em Portugal somos excelentes em estratégia mas falhamos na implementação», diz ele. Uhf! Afinal vai ser tudo vapourware.
Dois chateaubriands pela fantasia e 5 pilatos porque o homem nem as primeiras 20, das 200 anunciadas, zonas de acesso Wi-Fi vai conseguir instalar.

Sem comentários: