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21/04/2017

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Austeridade socialista

«A política orçamental do Governo de António Costa foi, e promete ser, mais austeritária do que a concretizada pelo último ano de Governo de Pedro Passos Coelho. As perspectivas desenhadas no Programa de Estabilidade e Crescimento 2017-2021 dizem-nos exactamente isso: a página da designada austeridade não foi nem será virada. Como não podia ser, se o PS continuasse a ser aquilo que sempre foi, um partido que defende a integração de Portugal no euro e o respeito pelos compromissos da República Portuguesa em relação aos tratados que assinou e à dívida que contraiu.

O mais extraordinário dos tempos que vivemos em Portugal é a brutal diferença entre aquela que é a mensagem política e aquilo que de facto o Governo faz. É o ditado popular “faz o que eu digo, não faças o que eu faço” adaptado numa fórmula do género “acredita no que eu digo, sem olhar para as estatísticas, nem para o dinheiro que te entra de facto no bolso e muito menos para o teu poder de compra”.»

Helena Garrido no Observador

Qual a diferença entre a austeridade da geringonça e a austeridade do PáF? A austeridade da direita tem poucas reformas estruturais e beneficiários indeterminados. A austeridade da geringonça tem muitas contra-reformas, as célebres «reversões», e beneficiários bem determinados - os dependentes do Estado, a clientela eleitoral da geringonça.

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