Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

18/04/2017

Dúvidas (194) - Porquê mais esta ejaculação legislativa?

Este post poderia ser uma continuação deste e daquele.

«O Presidente da República promulgou o diploma que obriga o Fisco a divulgar as estatísticas com o valor total e destino das transferências de dinheiro de Portugal para paraísos fiscais, os offshores.» (Jornal Eco)

Porque será que esta ejaculação do órgão legislativo me faz lembrar uma hipotética lei aprovada pelo parlamento, a pedido hipotético da Unidade Nacional de Trânsito da Guarda Nacional Republicana, que o presidente dos Afectos se apressaria hipoteticamente a promulgar para obrigar os inúmeros condutores incapazes de circular pela via mais à direita quando existam duas ou mais vias de trânsito, e por isso estão sujeitos a uma multa de 60 a 300 euros, o que, como é do conhecimento público, está a ocorrer com muita frequência?

Nota bibliográfica:
Para quem se interessa por estas coisas do espírito, recordo que foi o outro contribuinte do (Im)pertinências que há mais de uma década isolou e estudou o referido comportamento, o baptizou de nacional-faixismo e o definiu no Glossário, assim:
Um movimento social-nacionalista. Um estado de espírito que emprenha o país, do Portugal profundo à socialite ranhosa da Caras, e que leva os portugueses a circular na faixa errada. Como movimento, existe na versão faixismo de esquerda - a mais agressiva, e na versão faixismo de centro. A versão faixismo de centro é, como no resto, provavelmente maioritária, abrangendo os que andam devagar mas têm vergonha de não andar depressa. A versão faixismo de direita é imobilista. É adoptada pelos indígenas que não circulam e encalham o chaço em 2ª fila enquanto vão fazer umas comprinhas, que duram um par de horas.

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