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18/04/2017

SERVIÇO PÚBLICO: Aldeias gaulesas desconformes numa Gália ocupada pelo jornalismo de causas

«Dias Loureiro, a justiça e o jornalismo», João Miguel Tavares no Público

«Quem está contra tudo isto ao mesmo tempo é cúmplice do estado moralmente miserável em que nos encontramos, devido ao comportamento das elites que governaram o país — e se governaram do país — ao longo de décadas. A diferença entre o Ministério Público de 2007 e o de 2017 é a liberdade que hoje existe para investigar, acusar e arquivar.»


«Vítimas de todo o Mundo, repousai!», José Diogo Quintela no CM

«(No topo está a mulher negra, transexual, lésbica, cega e hindu, o Cristiano Ronaldo da vitimização. Ganha por capote. Além das classes oprimidas que representa, pertence a uma religião que acredita na transmigração das almas, de maneira que pode afirmar que foi discriminada noutras reencarnações. Uma espécie de vidas infinitas, como nos jogos de computador, mas em que as vidas, além de ilimitadas, são oprimidas). 

Um debate é ganho, não por argumentos, mas pela identidade. Por isso, não interessa ter razão, interessa pertencer a uma minoria. Quanto mais traumatizada, mais virtuosa é. Obviamente, tanto trauma acumulado dá origem à Síndrome de Stress Pós-Traumático, um distúrbio psicológico que precisa de ser tratado


«Da circulação das espécies», Helena Matos no Observador

«Os esfomeados, os indignados e os desistentes. 

Entre 2011 e 2015 estava um em cada esquina. Aliás a fome estava por todo o lado. Se o desemprego baixava era porque os desistentes já nem procuravam trabalho pois não se conseguiam arrastar, mergulhados na depressão e falta de vitaminas. Diante de cada microfone estava um indignado.

Agora os esfomeados reconverteram-se em dinamizadores de programas para combater os erros alimentares. Os indignados esperam por ordens para saber se se devem indignar um poucochinho e se já chegou a hora de irem buscar outra vez as bandeiras negras e os desistentes estão hiperactivos de tanto optimismo.»

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