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21/03/2016

A defesa dos centros de decisão nacional (15) - Outro manifesto? Outra vez? Não, por favor. Agora é mesmo estupidez irremediável

[Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7),  (8), (9), (10), (11), (12), (13) e (14)]

Lembram-se do Manifesto dos 40? Lembram-se do Compromisso Portugal, fóruns de empresários e gestores que defendiam a manutenção no rectângulo dos chamados centros de decisão nacional?

Ainda a tinta das assinaturas dos manifestos e compromissos não tinha secado e a família Vaz Guedes vendia a Somague aos espanhóis da Sacyr Vallehermoso. Depois foi a Galp vendida aos italianos e aos angolanos. Depois Teixeira Duarte, também signatário, e outros accionistas vendem as suas participações na Cimpor aos brasileiros. Depois seguiram-se infindáveis vendas de empresas, de ouro, de imóveis, enfim de tudo quanto alguém comprasse.

Pois bem, os empresários portugueses são uma espécie de semi-Bourbons. Dizia-se dos Bourbons que nada esqueciam e nada aprendiam. Os empresários portugueses esquecem tudo e nada aprendem.

Segundo o comentador político, ou político comentador (*), Marques Mendes, o empresário Alexandre Patrício Gouveia encabeça um grupo de 50 empresários desejosos de saltar para o colo do governo, que prepara um manifesto para fazer o quadrado de Aljubarrota à volta dos destroços que restam da banca portuguesa.

(*) Político comentador é um político que comenta, sendo o comentário a continuação da política por outros meios, tal como a guerra, segundo von Clausewitz.

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