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| The windmills of your mind |
Manuel Pinho também se gabava de termos a maior fotovoltaica do mundo (com painéis chineses importados)! Publiquei então nesta coluna "O Escaldão Solar". Tal constitui um ótimo exemplo da nossa precipitação em investir precocemente em tecnologias ainda não maduras, com efeitos negativos na competitividade e sem qualquer vantagem para a nossa economia! Os países inteligentes, na nossa situação, esperariam pela maturidade da tecnologia para começar a investir.
Acontece que a fotovoltaica teve posteriormente descidas de custos e já será interessante para o autoconsumo em produção descentralizada.
Mas à boleia disso e depois desses elevados excessos de potência renovável intermitente, anunciam-se agora grandiosos investimentos em fotovoltaicas no Alentejo.
O argumento destes promotores é de que essa energia será exportada para a Alemanha que bem precisa dela para substituir a energia nuclear, mas isso vai depender do reforço das interligações europeias para a levarmos até lá. Tal vai levar algum tempo e não deverão obviamente ser os nossos consumidores a pagar isso. Tais projetos, se avançarem já, só conseguirão ter financiamento bancário ao abrigo da venda garantida da produção no regime da PRE ( Produção em Regime Especial), ou seja os nossos consumidores a pagar uma energia que não necessitam...
Com mais renovável intermitente no regime da PRE, a dívida tarifária (soma dos défices anuais) irá explodir. Basta saber ler os relatórios da ERSE para compreender a bomba-relógio que virá aí... »
Excerto de «As quintas solares» artigo no Expresso de Luís Mira Amaral
