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12/12/2015

BELIEVE IT OR NOT!: Fire the risk managers and hire snitchers

Em resposta à falência fraudulentas da Enron, que arrastou os auditores da Arthur Andersen, o senado americano reconhecendo a necessidade de reforçar os processos de controlo interno, aprovou o Sarbanes–Oxley Act de 2002, obrigando as empresas cotadas a criar uma pesada estrutura, incluindo a criação de equipas de risk management, e pesadíssimos procedimentos.

Seis anos depois, em 2008 a primeira das instituições financeiras a colapsar no início da crise do subprime foi o banco de investimento Lehman Brothers que, por força do Sarbanes–Oxley Act, tinha um departamento de gestão de riscos com 400-técnicos-400.

Em resposta à crise do subprime, o senado americano aprovou a lei Dodd-Frank de 2010, inspirada pela falência do Lehman Bros. Com 848 páginas é 23 vezes mais extensa do que a lei Glass-Steagall que reformou o sistema financeiro após o crash de 1929. Cada uma das disposições da lei Dodd-Frank exige clarificações e detalhes adicionais, alguns deles com centenas de páginas. A chamada «Volcker rule», por exemplo, inclui 383 questões e 1.420 subquestões para cuja resposta uma conhecida firma de advogados para «facilitar» a vida as seus clientes construiu um procedimento com 355 passos.

Fonte: Economist
Pois bem, um estudo recente da Association of Certified Fraud Examiners (ACFE) - ver diagrama acima - mostrou que o processo mais eficaz para detectar fraudes é… a delação. Em conclusão, despeçam os gestores de risco, os auditores internos e externos e instituam prémios para os delatores.

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