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04/09/2013

CASE STUDY: O homem providencial para o Estado Previdência (5)

Outras providências do homem providencial: (1), (2), (3) e (4).

Demonstrando, uma vez mais, se porventura fosse necessário demonstrar o amplamente demonstrado, que está à altura de um primeiro-ministro socialista, António Costa, depois de ter dado múltiplos exemplos de obra feita, no melhor estilo dos seus predecessores, aponta agora novos caminhos ao financiamento da obra a fazer. Já não se trata (só) de criar dívida (e depois fazer acordo com o governo de expedientes para a financiar), trata-se de encontrar fontes de alternativas de financiamento.

É disso mesmo que se trata, com o anúncio de «um grande programa que temos de lançar, mas para o qual o Governo não pode deixar cair a negociação com a União Europeia, é fazer um investimento no edificado para melhoria da eficiência energética e reforço a calamidades naturais». E tudo isto «em contraciclo» com o Governo, dando um «fortíssimo impulso» para a economia nacional, dado o «grande peso» da indústria da construção em Portugal.

Se este anúncio não fosse suficiente, eis que Costa ainda anuncia uma praça em cada bairro, a requalificação dos cemitérios, a mobilidade pedonal e, cereja no cimo do bolo, a criação de «novos direitos urbanos», como o direito ao silêncio. Concordo com tudo, especialmente com o direito ao silêncio, aproveitando para pedir ao Dr. Costa e à sua equipa para limitar ao máximo a emissão de decibéis com a vocalização de vacuidades.

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