«Não pediremos mais tempo nem mais dinheiro», garantiu Passos Coelho no final de um encontro com Mariano Rajoy, 6 meses depois da tomada de posse do seu governo. Decorrido um ano, o ministro das Finanças pede ao Eurogrupo uma extensão das maturidades dos empréstimos que, segundo ele, apresentam «uma concentração de pagamentos muito considerável nos anos de 2014, 2015 e 2016».
Veja-se o calendário seguinte, já aqui citado.
Duas perguntas:
- O que sabe hoje o governo a este respeito que não soubesse há um ano?
- O que tem de muito considerável a concentração de pagamentos em 2014 e 2015 (ano pré-eleitoral e ano de eleições, respectivamente, se este governo durasse até lá) que não tenha em 2013 ou em 2017 e anos seguintes?
