Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

22/01/2013

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: Da próxima vez não será diferente (2)

[Continuação de (1)]

«Não pediremos mais tempo nem mais dinheiro», garantiu Passos Coelho no final de um encontro com Mariano Rajoy, 6 meses depois da tomada de posse do seu governo. Decorrido um ano, o ministro das Finanças pede ao Eurogrupo uma extensão das maturidades dos empréstimos que, segundo ele, apresentam «uma concentração de pagamentos muito considerável nos anos de 2014, 2015 e 2016».

Veja-se o calendário seguinte, já aqui citado.


Duas perguntas:
  1. O que sabe hoje o governo a este respeito que não soubesse há um ano?
  2. O que tem de muito considerável a concentração de pagamentos em 2014 e 2015 (ano pré-eleitoral e ano de eleições, respectivamente, se este governo durasse até lá) que não tenha em 2013 ou em 2017 e anos seguintes?