Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

23/01/2019

Dúvidas (253) - Como é que foi possível? pergunta ele

Pergunta-nos Pedro Santos Guerreiro, o director do semanário de reverência, no email Expresso Curto:

«Como é que um relatório de auditoria sobre 15 anos de gestão na Caixa Geral de Depósitos revela agora o que 15 relatórios de auditorias anuais não revelaram?

Como é que tantas notícias publicadas naqueles anos sobre os casos agora confirmados não conseguiram que alguém entrasse por ali adentro para verificar o desmando?

Como é que apesar dessas notícias foi possível que os dois administradores mais importantes da Caixa, ambos ligados ao PS de Sócrates que então governava, saltassem para o BCP, liderando assim os dois maiores bancos portugueses?»

Assim de repente, ocorre-me responder que talvez tenha sido porque, devido a razões que me escapam, a audiência do (Im)pertinências ainda é menor do que a do Diário de Noticias e limita-se a umas poucas milhares de almas que essas, sim, leram pelo menos alguns das muitas dezenas de posts que aqui publicámos a esse respeito, entre os quais os seguintes, na primeira década de vida do (Im)pertinências:

27/09/2004 SERVIÇO PÚBLICO: O clientelismo como política de clientes.
02/08/2005 ESTÓRIA E MORAL: uma primeira impressão com segundas intenções
03/08/2005 SERVIÇO PÚBLICO: a ventoinha do PS começa a trabalhar (ACTUALIZADO)
12/08/2005 TRIVIALIDADES: salto à vara
04/01/2008 ESTADO DE SÍTIO: do conúbio do estado napolónico-estalinista com o empresariado de olho vivo e pé ligeiro
09/01/2008 A parte submersa do iceberg Millenium bcp
02/10/2008 A mão pesada versus a mão invisível
08/10/2008 Deserto? Jamais! Pescadinha de rabo na boca.
21/12/2008 O toque de finados para os elefantes brancos
21/02/2009 ESTADO DE SÍTIO: La putain de la republique
27/02/2009 ESTADO DE SÍTIO: La putain de la republique (2) - sans virgules
14/05/2009 Mais um a caminho
12/06/2009 CASE STUDY: Sócrates & Pinho, uma dupla de sucesso nos negócios – o caso La Seda
28/07/2009 CASE STUDY: Sócrates & Pinho Santos, uma dupla de sucesso nos negócios – La Seda (ACTUALIZAÇÃO)
05/10/2009 Estado empreendedor – (10) sequelas do assalto ao Millenium bcp
12/11/2009 SERVIÇO PÚBLICO: «Cronologia de um golpe»
19/12/2009 Lost in translation (14) - uma espécie de condicionamento industrial socialista
12/02/2010 ESTADO DE SÍTIO: la strategia del ragno
23/02/2010 Lost in translation (32) – Rigor? Já fizemos engenharia orçamental no passado. Voltaremos a fazê-lo no futuro, queria ele dizer. (V)
26/03/2010 O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (13) – amarrados ao Vara
05/07/2010 CAMINHO PARA A SERVIDÃO: Os objectivos e a estratégia
23/07/2010 O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (21) – cada tiro, cada melro
04/10/2010 CAMINHO PARA A SERVIDÃO: As rameiras do regime
06/10/2010 CAMINHO PARA A SERVIDÃO: As rameiras do regime (2)
25/07/2011 Lost in translation (114) – esta manhã acordei e senti-me um homem novo, terá dito ele com os seus botões
14/02/2012 Uma Caixa de Pandora
19/02/2012 Uma Caixa de Pandora (2)
10/04/2012 A defesa dos centros de decisão nacional (7) - a procissão já saiu do adro mas ainda há muitos penitentes com promessas por pagar
10/08/2012 Estado empreendedor (68) – outro PIN auto-abortado
02/10/2012 Uma Caixa de Pandora (3)
22/10/2013 Estado empreendedor (76) - Sequelas do assalto ao Millenium bcp (III)
25/08/2014 Pro memoria (189) – Quase um quinto do PIB consumido em 6 anos para manter os bancos a flutuar

Outra pergunta pertinente, desta vez de Rui Rio, o líder que teve uma epifania nocturna a semana passada: «Governo já sabia de irregularidades na CGD? Se sim, “é grave”» Mais outro que não frequenta o (Im)pertinente.