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10/08/2012

Estado empreendedor (68) – outro PIN auto-abortado

A CGD, o banco público cuja existência tem sido justificada para financiar projectos de interesse nacional, decidiu não financiar o PIN «Roncão d’El Rei» de José Roquete onde este se propunha investir do seu bolso uns milhões - até agora foram gastos 30 milhões, incluindo o financiamento da banca e do QREN - de um investimento total de mil milhões para construir um complexo turístico num cu de Judas banhado pela albufeira de Alqueva.

O investimento da Caixa e do BPI seria gerido pelo Sr. Roquete e criaria 200 postos de trabalho à razão de 5 milhões de euros por posto de trabalho. Talvez o Sr. Roquete esperasse que uma vez torrado o dinheiro da Caixa e do BPI, ou mais exactamente o dinheiro dos depositantes destes bancos e do BCE que lhes empresta, viessem charters de chineses para descansarem no meio do nada do stress de viver em cidades atafulhadas de gente. Mas essa fé deveria ser muito limitada porque o Sr. Roquete só estava disposto a colocar em risco uma percentagem insignificante.

Tivemos sorte. Desta vez não teve lugar o efeito Lockheed TriStar que justificaria investir os 970 milhões que faltam para salvar o campo de golfe que lá foi feito.

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