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15/11/2015

Pro memoria (275) – A fé inabalável do pastorinho da economia dos amanhãs que cantam, vista por um espírito inquieto


Num texto no caderno de Economia do  Expresso com o título «Será que o Dr. Centeno é inepto e irresponsável?», Nicolau Santos propõe-se «contribuir para acalmar tantos espíritos inquietos colocando-lhes três questões». A primeira dessas questões é que está no título e que vou comentar. As outras duas questões referem-se ao Dr. Costa e ao seu presumível conhecimento das consequências do descontrolo das contas públicas e do grau de dependência de Bruxelas e são puramente retóricas, na precisa medida em que o Dr. Costa não foi movido pelo conhecimento ou desconhecimento dessas coisas. O Dr. Costa foi movido pelo conhecimento de que a sua carreira política estaria acabada se não fosse empossado como o Futuro Primeiro-Ministro de Portugal pelo que para a salvar se dispôs a alienar a carreira do PS e a do país.

Interroga-nos o Dr. Nicolau:
«Consideram V. Exas. que o dr. Mário Centeno, doutorado em Harvard, quadro do Banco de Portugal e putativo ministro das Finanças de um eventual e futuro governo do PS é completamente inepto e/ou irresponsável? Consideram V.Exas. que o dr. Centeno pactuará com disparates orçamentais que coloquem em causa o défice e as metas acordadas com Bruxelas, mas também a sua própria reputação?»
Não vou elaborar sobre o grau de inépcia e/ou de irresponsabilidade do Dr. Centeno, vou apenas sugerir a V. Exas. que substituam no texto citado Centeno por Teixeira dos Santos e doutorado em Harvard por doutorado na Universidade da Carolina do Sul e recordem o que o Dr. Nicolau escreveu durante o consulado do Dr. Sócrates sobre a gestão orçamental do Dr. Teixeira dos Santos e o resultado final desse consolado.

2 comentários:

Anónimo disse...

Ando há uns tempos com esta dúvida. MC é de VRSA mas a pinta, o tom dos lábios, as olheiras, são castiços dos que têm ascendência indiana.
Uma característica que se começou a desenhar no século XIX, quando colonizados por Inglaterra, era o aparecimento meteórico de um génio em altas matemáticas: descobria uma ideia/teoria, tramada mas certa e, cedo, desapareciam da ribalta (daí o meteoro).

Portugal importou dezenas de naturais da sua Índia dado eles serem bons a gerir as posses do iletrados nobres. Quase todos vieram para as Beiras. Marcelo Caetano (como todos Caetanos) tinha origem indiana. De inteligência superior, mas sem visão. Salazar, sempre bom a avaliar os homens, nunca lhe deu lugares de decisão. Deu-lhes lugares de $ pois, além de o admirar, tinha pena dos seus 5 filhos e de sua mulher.

Ninguém é "natural" de VRSA. A cidade foi feita após o sismo de 1755 para substituir a arrasada Castro Marim e como banco de ensaio da "baixa" lisboeta: comparem. Foi povoada com gente do resto do país. Até há famílias com a "doença dos pézinhos", originária de Vila do Conde.

Abraço

Antonio Cristovao disse...

Tem razão o Nicolau é aqui o(i)nepto que trouxe o doutorado batista da silva.