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04/08/2014

CASE STUDY: quem é o deus ex machina da Ongoing? (16)

Há 5 anos escrevi o primeiro post da série «Quem é o deus ex machina da Ongoing?» que começava com o seguinte parágrafo:

Se me perguntassem quais os mistérios mais densos, de entre a multidão de mistérios que pululam na intersecção, cada vez mais volumosa, entre os mundos dos negócios e da política portuguesa, apontaria sem hesitação dois relacionados entre si. Quem é o criador da criatura Ongoing-Vasconcelos e quais os seus propósitos? É o primeiro mistério. Porquê este mistério parece não interessar a ninguém nos mídia?

Gradualmente, depois da queda do segundo governo Sócrates - um dos pilares de sustentação da Ongoing a quem prestou inúmeros serviços (ver a série de posts e em particular este), o mistério foi sendo desvendado e hoje, cinco anos decorridos, com a queda do segundo pilar - precisamente o deux ex machina Espírito Santo - o mistério deixou de o ser.

Com a ruína dos pilares, a Ongoing está beira do colapso financeiro. A sua participação de 10% na PT que lhe custou 700 milhões vale hoje 150 milhões, os dividendos de 50 milhões que recebia em média vão descer para menos de um décimo. Sem surpresa está em incumprimento num empréstimo de 140 milhões.

Com a queda da Ongoing e do seu deus ex machina a economia portuguesa fica mais higiénica.

1 comentário:

Carlos Conde disse...

A notícia sobre o aumento de velocidade do processo de integração da PT na Oi, hoje divulgada pelo Bava, é curiosa. Enquadra-se num processo de fuga de património para um país, com o qual, por acaso, não existe acordo de extradição e onde os activos poderão gozar de uma tranquilidade idêntica àquela de que gozarão os passivos deixados em Portugal.