Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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09/03/2013

O máximo divisor comum

O que há de comum em José Estaline, Oliveira Salazar, Kim il-sung, Hugo Chávez, Francisco Louçã e Marinho e Pinto (não são dois, é só um)? Várias coisas, mas concentremo-nos numa só: o processo de sucessão. Todos eles fizeram ou estão a fazer os possíveis e os impossíveis para se perpetuar no poder e controlar a sua sucessão, quando inevitável.

Nuns casos (Estaline e praticamente todos os líderes comunistas) eliminando fisicamente todos os possíveis rivais, noutros retardando o mais possível a sua sucessão (Salazar já no final recebia no hospital os ministros para despacho, imaginando-se ainda primeiro-ministro; Louçã só largou o poder depois de ter encontrado o casal sucessor), noutros abolindo os limites aos seus mandatos (Chávez alterou a constituição venezuelana e Pinto está a tentar aprovar a alteração os estatutos da Ordem dos Advogados), noutros influenciando a escolha dos sucessores (Kim Il-sung indicando Kim Jong-il, Kim Jong-il indicando Kim Jong Un, Chávez indicando Nicolás Maduro e Louçã o casal dirigente), noutros ainda manobrando na sombra os sucessores (Louçã; Chávez e muitos outros não viveram o suficiente).

1 comentário:

Luis Moreira disse...

É verdade! Certa esquerda não é democrata! E certa direita também não...e é nesta diferença( em relação à democracia) que se faz a diferença toda.