Pelo menos desde há uns dois séculos quando foram inventadas, fazem-se manifs para lutar por tudo e qualquer coisa. Por ser a manif uma actividade eminentemente lúdica percebo não carecer de justificação – gostamos de manifs, fazemos manifs e pronto. O que me custava perceber é atribuir-lhe um propósito, nomeadamente a luta contra o desemprego. Como poderia uma manifs combater o desemprego?
Custava, mas agora fez-se-me luz ao ler esta notícia: «Portugal saiu à rua. No ano passado, o número de manifestações cresceu mais de 300% em relação a 2011 e deu trabalho a 17 mil polícias, quase todos da PSP». A coisa fica ainda mais clara, porque como dizia o grande Mao Ze Dong, uma imagem vale mais do que mil palavras, com este gráfico:
Eis, pois, confirmada a eficácia das manifs na luta contra o desemprego, pelo menos o dos polícias. Para terminar com outra citação do presidente Mao: que mil manifs floresçam.
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)