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09/02/2013

Pro memoria (95) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (IV)

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Segundo os jornais, o governo enterrou em Dezembro mais 1,33 mil milhões de euros na Parvalorem e a Parups, dois dos caixotes onde foi depositado o lixo do BPN. Segundo Teixeira dos Santos nos garantiu em 2009 a nacionalização do BPN «não custou nada» e no final, tudo por junto, quaisquer 2 mil milhões pagariam a festa. Segundo as últimas estimativas a coisa irá para além dos 7 mil milhões and counting.

O Bloco de Esquerda indigna-se e «exige» explicações. Alguém devia lembrar a esses cómicos que o tele-evangelista Louçã, agora em pousio, em 2008 foi a favor da nacionalização do BPN, acrescentando «desde que sejam os accionistas a pagar o prejuízo», condição que significaria tanto como o slogan dos seus compagnons de route da UDP «os ricos que paguem a crise».

Refrescando as memórias, recordemos que a nacionalização do BPN foi decidida pelo governo PS, por razões de «risco sistémico». Até hoje o único risco sistémico visível foi o risco do sistema dos amigos do regime que entregaram os seus pés-de-meia ao emérito Oliveira e Costa ficarem descalços se os contribuintes não contribuissem.

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