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26/02/2013

CAMINHO PARA A SERVIDÃO: Cuba depois de quase 60 anos de ditadura da família Castro

«Raúl Castro deixará o poder em 2018». Até lá a família Castro continuará a «actualizar o modelo económico cubano … e a defender, manter e continuar o aperfeiçoamento do socialismo». (Público)

O que foi que aconteceu em CUBA?


A primeira nação da América latina que utilizou máquinas e barcos a vapor foi Cuba, em 1829.
A primeira nação da América Latina e a terceira no mundo (atrás da Inglaterra e dos EUA), a ter uma ferrovia foi Cuba, em 1837.
Foi um cubano quem primeiro aplicou anestesia com éter na América Latina em 1847.
A primeira demonstração, a nível mundial, de uma indústria movida a eletricidade foi em Havana, em 1877.
Em 1881, foi um médico cubano, Carlos J. Finlay, que descobriu o agente transmissor da febre amarela e definiu a sua prevenção e tratamento.
O primeiro sistema elétrico de iluminação em toda a América Latina e Espanha foi instalado em Cuba, em 1889.
Entre 1825 e 1897, 60 a 75% de toda a renda bruta que a Espanha recebeu do exterior veio de Cuba.
Antes do final do Século XVIII Cuba aboliu as touradas por considerá-las "impopulares, sanguinárias e abusivas com os animais".
O primeiro “carro eléctrico” que circulou na América Latina foi em Havana em 1900.
Também em 1900, antes de em qualquer outro país na América Latina, foi a Havana que chegou o primeiro automóvel.
A primeira cidade do mundo a ter telefones com ligação direta (sem necessidade de telefonista) foi Havana, em 1906.
Em 1907, foi estreado em Havana o primeiro aparelho de Raios-X de toda a América Latina.
Em 19 maio de 1913 quem primeiro realizou um voo em toda a América Latina foram os cubanos Agustin Parla e Rosillo Domingo, entre Cuba e Key West, que durou uma hora e quarenta minutos.
O primeiro país da América Latina a conceder o divórcio foi Cuba, em 1918.
O primeiro latino-americano a ganhar um campeonato mundial de xadrez foi o cubano José Raúl Capablanca. Ele venceu todos os campeonatos mundiais de 1921-1927.
Em 1922, Cuba foi o segundo país no mundo a abrir uma estação de rádio e o primeiro país do mundo a transmitir um concerto de música e a fazer noticiários radiofónicos.
A primeira locutora de rádio do mundo foi uma cubana: Esther Perea de la Torre.
Em 1928, Cuba tinha e 61 estações de rádio, 43 delas em Havana, ocupando o quarto lugar no mundo, perdendo apenas para os EUA, Canadá e União Soviética.
Cuba foi o primeiro no mundo em número de estações por população e área territorial.
Em 1937, Cuba foi o primeiro país de toda a América Latina a decretar a jornada de trabalho de 8 horas, o salário mínimo e a autonomia universitária.
Em 1940, Cuba foi o primeiro país da América Latina a ter um presidente da raça negra, eleito por sufrágio universal, por maioria absoluta, quando a maioria da população era branca. Adiantou-se pois em 68 anos aos Estados Unidos.
Em 1940, Cuba aprovou uma das mais avançadas Constituições do mundo.
Na América Latina foi o primeiro país a conceder o direito de voto às mulheres, igualdade de direitos entre os sexos e raças, bem como o direito das mulheres ao trabalho.
O movimento feminista na América Latina apareceu pela primeira vez no final dos anos trinta em Cuba. Ela se antecipou à Espanha em 36 anos, que só vai conceder às mulheres espanholas o direito de voto, a posse de seus filhos, bem como poder tirar passaporte ou ter o direito de abrir uma conta bancária sem autorização do marido, depois de 1976.
Em 1942, um cubano tornou-se o primeiro diretor musical latino-americano duma produção cinematográfica mundial e também o primeiro a receber indicação para o Oscar. Seu nome: Ernesto Lecuona.
O segundo país do mundo a emitir uma transmissão pela TV foi Cuba em 1950.
As maiores estrelas de toda a América foram para Havana para atuarem nos seus canais de televisão.
O primeiro hotel a ter ar condicionado em todo o mundo foi construído em Havana: o Hotel Riviera em 1951.
O primeiro prédio construído em betão armado em todo o mundo ficava em Havana: O Focsa, em 1952.
Em 1954, Cuba tinha uma cabeça de gado por habitante. O país ocupava a terceira posição na América Latina (depois de Argentina e Uruguai) no consumo de carne per capita.
Em 1955, Cuba é o segundo país na América Latina com a menor taxa de mortalidade infantil (33,4 por mil nascimentos).
Em 1956, a ONU reconheceu Cuba como o segundo país na América Latina com as menores taxas de analfabetismo (apenas 23,6%).
As taxas do Haiti eram de 90% e as da Espanha, El Salvador, Bolívia, Venezuela, Brasil, Peru, Guatemala e República Dominicana eram de 50%.
Em 1957, a ONU reconheceu Cuba como o melhor país da América Latina em número de médicos por habitantes (1 por 957 habitantes), com o maior percentual de casas com energia eléctrica, depois do Uruguai, e com o maior número de calorias (2870) ingeridas per capita.
Em 1958, Cuba é o segundo país do mundo a emitir a cores uma transmissão de televisão. Em 1958, Cuba era o país da América Latina com maior número de automóveis (160.000, um para cada 38 habitantes).
Era o país com mais eletrodomésticos por 1000 habitantes e o país com o maior número de quilómetros de ferrovias por Km2 e o segundo no número total de aparelhos de rádio.
Ao longo dos anos cinquenta, Cuba detinha o segundo e terceiro lugar em internamentos hospitalares per capita na América Latina, à frente da Itália e com mais que o dobro que a Espanha.
Em 1958, apesar da sua pequena extensão e possuindo apenas 6,5 milhões de habitantes, Cuba era a 29ª economia do mundo.
Em 1959, Havana era a cidade do mundo com o maior número de salas de cinema (358) batendo Nova York e Paris, segundo e terceiro lugares, respectivamente.
E o que foi que aconteceu depois de 1959?
Veio a Revolução… e distraíram-se.

[Enviado por JARF]

1 comentário:

Unknown disse...

Pois... Há todo um mundo de diferença entre a utopia socialista e a realidade.

Outro caso exemplar, é fazer uma comparação entre as duas Coreias…

Albânia, Coreia do Norte, Ex-URSS, Cuba, China, Camboja, Afeganistão, Países de Leste … - como é possível, sem que exista um caso de sucesso sequer, continuar a defender as mesmas receitas?
Outro aspecto surpreendente, em função deste histórico, é constatar uma espécie de negação daquelas experiências REAIS, negação que permite a pessoas que se afirmam como pertencendo à esquerda mais radical, não serem confrontadas com estas evidências quando defendem modelos próximos, mas verificar a facilidade com que pessoas da área do centro-direita são chamadas de “fascistas”…