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22/02/2013

Pro memoria (100) – Entradas de leão e saídas de sendeiro

Pior do que uma asneira são duas asneiras. A primeira foi mandar sodomizar o homem errado - o fiscal do ex-colega de governo - sem se dar ao trabalho de alinhar um único argumento sofrível. Podia Francisco José Viegas ter optado pelo silêncio (uma boa opção), podia assumido a asneira e mandar sodomizar o ex-colega de governo, ou, ainda melhor, todo o governo, no lugar do seu factótum (opção discutível, mas que mostraria alguma consistência) ou podia ter inventado uma desculpa passável, do tipo mentira social.

Em vez disso, numa entrevista à TSF, justificou-se com um insulto à inteligência dos ouvintes explicando que o objecto da sodomização era «a máquina» do Estado e não o governo e invocando «uma relação de solidariedade» com os ex-colegas. Apesar do insulto, daqui lhe envio os votos de melhoras da sua debilitada saúde - «razões graves de saúde» foi a razão da demissão, recorde-se - e de uma readmissão rápida e sem traumas na capela.

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