Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

03/02/2012

Índice de civilidade segundo um ministro inglês

Chris Huhne, ministro da Energia do governo de David Cameron, foi agora acusado de condução em excesso de velocidade em 2003 o que segundo o acusador público poderá levar a uma prisão de 2 anos. Huhne pediu à sua mulher de então para se declarar condutora, ficando a infracção ligada à sua carta de condução.

Chris Huhne declarou-se inocente. É o que faria qualquer ministro de qualquer governo português. Em seguida demitiu-se para evitar distracções no desempenho do cargo.

Deveriam os ministros portugueses seguir o exemplo de Huhne demitindo-se quando acusados da prática de infracções ou crimes? De modo nenhum. Ficaríamos rapidamente sem ministros.

Post scriptum
Pensando melhor, os ministros portugueses não precisam de seguir o exemplo de Huhne porque simplesmente a justiça portuguesa não acusa ministros. E se por distracção acusar, a prescrição resolve o assunto sem dor.

Sem comentários: