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22/02/2012

BREIQUINGUE NIUZ: António José Seguro converteu-se ao liberalismo?

«Num momento em que o crescimento e emprego são a preocupação dos portugueses é difícil de compreender como o primeiro-ministro português não subscreveu a carta» de Cameron e de outros 11 líderes europeus, denunciou o líder do PS António José Seguro.

A carta que Seguro critica não ter sido assinada por Passos Coelho é uma carta que apela:
  1. À liberalização do sector de serviços removendo as barreiras à entrada nos mercados e à concorrência;
  2. À criação de um mercado único digital e à remoção das barreiras nacionais ao comércio online;
  3. À criação de um mercado único eficaz e eficiente da energia, removendo as barreiras para investir nas infraestruturas;
  4. A iniciativas comuns na área da investigação e da inovação, com a criação de um regime comunitário de capital de risco; …; adopção de reformas para criar um sistema business-friendly de propriedade intelectual;
  5. A acções para desenvolver mercados globais abertos, com acordos comerciais com a Índia, Canadá, ... , Mercosur e Japão; a aprofundar a integração económica com os EU; …
  6. Reduzir o peso da regulação comunitária;
  7. Promover o bom funcionamento dos mercados de trabalho; …; reduzir o número de profissões reguladas; …
  8. Desenvolver um sector de serviços financeiros dinâmico e competitivo…

Em conclusão: ou Seguro não leu a carta ou Seguro converteu-se ao liberalismo ou … temos mais um caso do trilema de Žižek.

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