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24/11/2016

ACREDITE SE QUISER: Quando o que subiu desce, o que desceu pode não subir e o que não desceu pode subir (3)

Este post é como que uma continuação de (1) e (2).

A ferramenta analítica do PS
Começo por recordar que a «ferramenta analítica» de um grupo de economistas do PS lhes permitiu avaliar em Março do ano passado que a descida do IVA da restauração de 23% para 13% «pode tonificar o PIB em mais 0,2%».

Recordo em seguida que o relatório dos 12 sábios do PS «Uma década para Portugal», apresentado em Maio do ano passado e autopsiado na série de posts «Os amanhãs que cantarão, segundo o PS, ou o triunfo da fé e da esperança sobre a experiência», previa crescimentos de 2,4% e 3,1% para 2016 e 2017.

Recordo também que esses crescimentos tonificados pela descida do IVA da restauração vão ficar, segundo o próprio governo, reduzidos a metade.

Correndo o risco de maçar os leitores com tanta recordação, recordo ainda que, como aqui escrevi em Fevereiro passado, que se os preços da restauração não desceriam com a descida do IVA, como se concluiu de um inquérito do Expresso, aumentariam as margens de lucro, o que constituiria mais uma grande ideia socialista «inconseguida».

Há pouco dias, a Ibersol, um grande operador de restauração do grupo Sonae, informa-nos que nos primeiros nove meses do ano duplicou o resultado líquido o qual, ajustado de efeitos não recorrentes, aumentou 60%.

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