Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

22/10/2015

Presunção de inocência ou presunção de culpa? (25) - Prefiro a improvável violação do princípio à imbecilidade

À parte Miguel Sousa Tavares, Clara Ferreira Alves, os correligionários e os cúmplices e talvez uns centos de abrunhos sortidos visitas regular do preso 44, alguém acredita na inocência e boa-fé de uma criatura que usou regularmente 6-telemóveis-6?

Vamos admitir que haja, porque a estupidez humana não tem limites. Para além dos mencionados, alguém acredita que que Inês Rosário, a mulher de Carlos Santos Silva, o amigo e gestor de conta do animal feroz, teria mentido a Fernanda Câncio, a ex-namorada do mesmo animal, ao dizer-lhe na conversa telefónica gravada que o seu marido era apenas um «pau mandado» a par do motorista Perna e que o dinheiro movimentado pertencia a José Sócrates? Por falar nisso, Fernanda Câncio também acredita que Inês Rosário lhe estaria a mentir?

Para além de todos os mencionados, alguém acredita na inocência e boa-fé de uma criatura que clamou contra o segredo de justiça, e, quando este termina, «admite providências cautelares para travar notícias nos jornais»?

Entre a probabilidade evanescente de estar enganado e violar o princípio da presunção de inocência e a elevada probabilidade de ser considerado imbecil por um sujeito normal, escolho a presunção de culpa.

Sem comentários: