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22/10/2015

DIÁRIO DE BORDO: Disparates do mundo (3)

«Mas do que não pode haver grande dúvida é de que, se se impuser a Inglaterra alguma forma de colectivismo, ele será imposto – como tudo o que o foi até agora - por uma classe instruída a um povo em parte apático e em parte te hipnotizado. A aristocracia mostrar-se-á tão disposta a "administrar" o colectivismo como se mostrou disposta a administrar o puritanismo e o manchesterismo; de certa maneira, este poder centralizado torna-se-lhe necessariamente atractivo. Não será tão difícil como alguns socialistas inocentes parecem supor induzir o Ilustre Tomnoddy a tomar conta do fornecimento de leite depois de ter tomado conta do fornecimento de selos - desde que lhe aumentem o ordenado. O Sr. Bernard Shaw defende que os ricos se saem melhor nos conselhos locais do que os pobres porque estão isentos de "timidez financeira"; ora bem, a classe dominante inglesa está perfeitamente isenta de "timidez financeira". O duque de Sussex não teria dificuldade nenhuma em ser o administrador do Sussex. Como muito bem disse Sir William Harcourt, que é um aristocrata típico, "Nós [isto é, a aristocracia) agora somos todos socialistas".»

G. K. Chesterton

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