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29/10/2015

O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (122) – «O silêncio é um refúgio eticamente inabitável» (parte 2)

É uma tragédia para o PS e um drama para o país que o PS não consiga ter um líder do calibre de Francisco Assis. Depois da sua lúcida entrevista à TVI e do artigo da semana passada no Público, leia-se o desta semana sobre «A falsa tese da marginalização política da extrema-esquerda». É uma peça de análise política que converte o discurso de Costa num balbuciar de banalidades, na melhor hipótese, e em asneira grossa, na hipótese mais provável.

Como teaser aqui fica um excerto com a conclusão:

[A extrema-esquerda] «Não foi excluída: auto-excluiu-se em nome da fidelidade a um modelo de regime e de organização económica e social claramente repudiado pela maioria dos cidadãos portugueses. Tentar inverter a situação releva de despudorado cinismo político. Seria bom que alguns actuais deputados do Partido Socialista que andam por aí levianamente a proferir barbaridades olhassem com mais rigor para a história do partido que conjunturalmente representam.»

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