Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

22/04/2015

QUEM SÓ TEM UM MARTELO VÊ TODOS OS PROBLEMAS COMO PREGOS: O alívio quantitativo aliviará? (24) Unintended consequences (V)

Outras marteladas.

Carlos Tavares, presidente da CMVM esteve terça-feira no parlamento a fazer um «alerta muito forte» chamando a atenção para «alguns dos remédios usados para combater a crise geraram eles próprios riscos que podem gerar uma nova crise [porque as] muito baixas taxas de juro ... têm efeitos colaterais bastante poderosos e também … o excesso de liquidez … tem levado a uma forte subida de preços indiscriminada … [e] algumas bolhas [no imobiliário]». E concluiu «pode ser uma tempestade perfeita».

Pergunto-me: não terá passado pelas cabecinhas do próprio Carlos Tavares e dos deputados que o ouviam - a maioria deles ainda com as mãos doridas de tanto aplauso ao alívio quantitativo - que a doença da «tempestade perfeita» resultaria predominantemente da mezinha aplicada pelo BCE para tratar a febre baixa da deflação?

Haja deus! Como é possível tanto alienação naquelas meninges?

Sem comentários: