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01/04/2015

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (XVIII) – Dando tiros nos pé

Outros purgatórios a caminho dos infernos.

Alexis Papachelas, uma espécie de sereia boa que canta aos ouvidos gregos tapados com cera esquerdista alertando para a iminência do encalhe da trirreme pilotada pela coligação Syriza-Anel , escreveu no ekathimerini:

«Once more, we have shot ourselves in the foot. All this discussion about vested interests and corruption needs to finally reach some kind of conclusion because the way it is being conducted has simply pandered to a handful of leftists and center-left intellectuals. We also have to consider the few big investors left in Greece, who are being driven to desperation. First of all, the Chinese, who are waiting to see whether the visits this past week by Greek government officials to China will unlock the rest of the privatization of Piraeus. The Canadians are also waiting to see how their investments will fare as there’s almost no communication with official authorities in Athens.

The general secretary for investment recently did great promo work when he told an international forum that it is perfectly normal for the legal framework to change and investments to be reviewed by a new government. How can anyone be expected to sink any money in a country when they don’t know what tomorrow will bring?

We have lost friends and supporters. We shouldn’t confuse those who view Greece as the spark that will set off the European revolution with the allies we need to get back on our feet. We appear to be under the delusion that because we have a privileged geopolitical position and many natural attractions, everyone will come running. We are kidding ourselves. We are in competition with the entire world and especially with our neighbors who don’t turn investors away.

It is depressing how isolated we have become and even more so that we don’t appear to realize it. It will take years to rebuild the Greek brand name.
»

Entretanto, mostrando as suas afinidades, o primeiro-ministro Tsipras a caminho de Moscovo na próxima semana já foi declarando que se opõe às sanções económicas à Rússia, as quais, recorde-se, se devem à anexação pelo czar Vladimir de um território ucraniano – Crimeia – e da intervenção com milícias ao seu serviço nas zonas fronteiriças.

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