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14/04/2015

Dúvidas (88) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (9) - As entradas de leão e saídas de sendeiro de Costa e o momento chinês de Manuel Valls

Outras obras feitas de Costa.

Ao pequeno-almoço de sexta-feira passada, na embaixada francesa, Manuel Valls o primeiro-ministro francês que está a fazer reformas que António Costa costuma chamar neoliberais, disse em português referindo-se a Costa «somos amigos e socialistas». Costa, esquecendo-se do «sinal de mudança» que tinha visto com a vitória do Syriza na Grécia e das suas estratégias confrontacionais, e esquecendo as outras vacuidades que antes também disse sobre a falta de firmeza do governo PSD-CDS para negociar com as «instituições» anteriormente conhecidas por troika, concluiu que «como se tem visto, não é possível construir soluções nacionais de forma unilateral, nem em conflito com a Europa e com as instituições europeias».

Poucas horas depois desse pequeno-almoço, Manuel Valls num encontro no Centro Cultural de Belém promovido pela CIP e a Câmara de Comércio e de Indústria Luso-Francesa fez recordar o momento chinês de Costa na Póvoa do Varzim dizendo:
«O desemprego baixou, as exportações aumentaram, as finanças públicas melhoraram, Portugal beneficia da confiança dos investidores, resultados que advêm das reformas e são claramente fruto dos sacrifícios dos portugueses».

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