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04/04/2015

CASE STUDY: Salário mínimo e desemprego - unintended consequences


Apesar de ter reconhecido há dois anos a respeito do salário mínimo que «quando um país enfrenta um nível elevado de desemprego a medida mais sensata que se pode tomar é exactamente a oposta, foi isso que a Irlanda fez no início do seu programa…», Passos Coelho não resistiu ao apelo das eleições, não obstante 3 anos antes ter dito «que se lixem as eleições», e aceitou o aumento de 485 para 505 euros desde Outubro do ano passado.

Não por acaso, desde então, o desemprego, que até aí vinha a descer gradualmente e atingiu o mínimo em Setembro, iniciou uma subida em Outubro e há agora mais 32 mil desempregados do que em Setembro. Mesmo que não se acredite que exista uma relação causal automática entre o aumento do salário mínimo e o aumento do desemprego – é o meu caso, que acredito isso depender de imensas coisas, a começar pela percentagem de trabalhadores abrangidos e pela relação entre salário mínimo e salário médio - neste caso concreto aquela percentagem e esta relação, bem como a fragilidade da recuperação da economia, indiciam que muito provavelmente o aumento de um impulsionou o aumento de outro.

1 comentário:

Antonio Cristovao disse...

Muita teoria mas pouca obra.
Que ferramentas uteis e eficazes tèm os governos para alterar o desemprego ? dinheiro para criar fabricas? legislar a criação de empreendedores?
ou fazerem faz de conta e paleio de banha da cobra para contrariar o paleio banha da cobra dos opositores?
Vale sempre a pena debitar grandes analises desde que profundas e incompreensiveis.Ajuda o ego.