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14/05/2014

Um governo à deriva (18) - Uma coligação destas dispensa a oposição (III)

Cortesia do Impertinente
Quase três anos depois da posse do governo e decorridos quinze meses do anúncio da criação «muito proximamente» de um guião/argumentário (esta do argumentário é impagável) da reforma do Estado, o inefável Dr. Paulo Portas disse ontem - sem se rir - que «aqui e ali há quem diga que a reforma do Estado, ou no Estado, devia ter sido feita antes, mas eu pergunto com toda a sinceridade aos cidadãos se acham que certas reformas essenciais para o nosso futuro colectivo deviam ter sido discutidas com a troika cá dentro, ou devem ser discutidas no momento em que Portugal ganha a sua autonomia, recupera a sua soberania, desde que nós tenhamos a maturidade e o sentido de responsabilidade de procurar consenso político e negociação social».

Acontece que até um marciano aterrado ontem para receber o baptismo do Papa Francisco, que tivesse lido durante a viagem o relatório das secretas marcianas sobre Portugal, teria percebido que com a troika por cá de carteira na mão foi o que se viu em matéria de reformas. Com a troika lá fora as reformas ficarão adiadas até à 4.ª intervenção.

Entretanto, a ministra da Agricultura, colega do Dr. Portas e representante do “S” no CDS, no melhor estilo ancien régime, vai hoje a uma fábrica de tomate «para presidir à formalização da parceria entre a empresa e a McDonald's» para o fornecimento de 1.000 toneladas de ketchup.»

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