Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

22/04/2013

Exemplos do costume (12) – O partido da carta aberta

É costume dizer-se fulano é uma carta aberta significando não ter a a criatura em causa nada a esconder. Na política, e especialmente no PS, uma carta aberta significa que o militante ou o dirigente em causa tem tudo a esconder.

O exemplo mais recente foi o do secretário-geral António José Seguro, divulgando uma carta à troika já conhecida de Portugal inteiro ainda sem ter sido colocada no correio. Aliás já cognominei AJS de «O Epistológrafo» pelas suas inúmeras cartas desde a sua elevação a líder.

O seu exemplo frutificou e agora chegou a vez de um grupo de socialistas eméritos onde parece proliferar a tralha socrática, preocupados com a «crescente falta de confiança dos cidadãos nos partidos» (palavras da jornalista de causas do Expresso que está a transmitir o recado), dirigir uma carta aberta ao líder, reeleito há dias, propondo várias medidas à cabeça das quais encontramos a realização de «eleições primárias abertas a simpatizantes na eleição para secretário-geral do PS». É mais um exemplo de carta aberta onde se tem tudo a esconder, mas à vista de todos.

Sem comentários: