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23/12/2012

Pro memoria (83) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 mil milhões (III)

O Expresso descobriu ontem, com uns meses de atraso, que o custo da aleivosia da nacionalização do BPN decidida pelo governo de José Sócrates (é sempre conveniente lembrar, não vão agora os distraídos debitar a factura ao casal Passos-Gaspar), pode ultrapassar 6,5 mil milhões.

Republicando o posto de 9 de Outubro:

A nacionalização do BPN, segundo o saudoso Teixeira dos Santos, começou por não custar nada e mostrar «melhorias significativas». Mais tarde, no princípio de 2011, o nada já andava por volta de 2 mil milhões, segundo Teixeira dos Santos e o amigo (do animal feroz) Bandeira.

Em Outubro do ano passado, segundo a resposta do ministério das Finanças às perguntas do BE, o custo da nacionalização já ia em 4,5 mil milhões and counting.

A semana passada, a proposta de conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o BPN estimava em 3,4 mil milhões a factura dos sujeitos passivos. Como, segundo a Comissão, este valor «num plano meramente teórico até poderá atingir um limite de 6,5 mil milhões de euros», no vosso lugar contava já com este valor «teórico». A perda de valor do BPN, ou, vendo a coisa numa perspectiva optimista, a valorização dos seus passivos e a desvalorização dos seus activos, terá resultado do «desnorte estratégico». Eu diria que é mais uma aplicação do nosso efeito Lockheed TriStar.

Será este o verdadeiro efeito multiplicador do investimento público? O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor.

1 comentário:

Kruzes Kanhoto disse...

É bom não esquecer quem nacionalizou o BPN...nem os que queriam nacionalizar os bancos todos! E convém também ter presente os responsáveis por isto: http://kruzeskanhoto.blogspot.pt/2012/12/saqueadores.html