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02/05/2012

Se viesse a ser assim, seria a primeira vez em décadas que uma previsão do governo se cumpriria

2013 será «o ano do início da recuperação económica e prevê-se que em 2016 esteja eliminado o hiato do produto, ... espera-se que a atividade económica tenha atingido o seu nível potencial», disse o ministro Vítor Gaspar. Como se fosse pouco, ainda disse que a economia crescerá 2,5% em 2016, nesse ano o défice orçamental será de 0,5%, a despesa pública será de 42% do PIB e, cereja em cima do bolo, os subsídios de férias e de Natal serão repostos ao ritmo de 25% por ano a partir de 2015.

Se Keynes fosse vivo, teria dito, em vez de a longo prazo estaremos todos mortos, a médio prazo já não estaremos cá para responder pelas nossas previsões e, se estivermos, ninguém se lembrará.

1 comentário:

JPRibeiro disse...

Todos os portugueses que acreditam nos amanhãs que cantam, e são aos milhões, deviam ler no blogue Blasfémias de 30/4 um post do João Miranda sobre este assunto. Diz assim:
"É uma cena típica do comentário político português: a dada altura o comentador diz que só há solução com “políticas de crescimento” ou se fizermos uma “aposta no crescimento”. É uma sarna universal, que afecta todos, desde a extrema esquerda à extrema direita. Nenhum dos proponentes desta via passa 5 minutos a pensar o que é o crescimento económico, quais as suas causas ou porque é que há mais de 10 anos que o país não cresce decentemente. Muito menos nos consegue explicar como é que uma economia que não cresceu durante mais de 10 anos vai subitamente começar a crescer apenas porque passamos a ter uma política de crescimento. E antes não tínhamos, é?"